quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Parou a Palhaçada







Olha o domingo aí gente...
É um dia de encontrarmos colegas de infância que votam no mesmo colégio que a gente. Aquela baranguinha da 8ª série que está mais gostosa que você que virou um bucho depois que casou e teve 3 filhos.
E aquele seu amigo que pagava de gatinho para todas as meninas? Está lá ele, não reconheceu? Tem barba agora, e também não usava uma bermuda tão larga mostrando um orifício entre o "popô" e as costas.
Mas o que está valendo é aquele mesário. Sempre escolhem os mesários mais bonitos. Ao menos isso para poder sair da sala sorrindo. (Ou você estava achando que saio sorrindo da sala porque fiquei feliz em votar?)

Domingo dia de eleição! Dia animado para escolher o Presidente do Brasil, Deputados, Senadores e Governadores!! Quanta alegria!!!!
Parou a palhaçada! Que alegria que nada! Isso é um tédio. Sou obrigada (o) a sair da minha casa pra votar em pessoas que prometem, prometem, prometem e tudo continua na mesma.
Ok, sei que muita gente está pensando assim. Mas parou para pensar que se não formos forçados por lei não fazemos? Olha só o exemplo da lei que obriga todos terem cadeirinhas de segurança para transportar as crianças nos carros. Se não fosse essa lei muitos pais continuariam a transportar seus filhos sem nenhuma segurança. E há quem ainda é contra essa lei, como se segurança para os filhos fosse a coisa mais absurda.

É a mesma coisa com essa eleição de domingo, amigos. Se não formos obrigados a votar, grande parte da população deixaria de exercer um direito (o mesmo direito à segurança que as crianças têm de serem transportadas). Só que cabe a cada um de nós sabermos exercer o direito de maneira mais centrada, ou vai afrouxar o cinto de segurança do seu filho?

Quem diz que os políticos só prometem e nada cumprem é porque não tem assunto ou é totalmente desatualizado. Há quem diga que o país não tem jeito e que tudo virou uma palhaçada. Mas eu defendo que só há circo se existirem plateias.

Sabe você que acordou hoje cedo com uma baita chuva e reclamando das enchentes? Você mesmo que reclama que o governo prometeu que iria acabar com as enchentes, mas mesmo assim na hora que termina de beber aquela sua bebida de 600 ml de cor preta gaseificada que faz cócegas no nariz, joga a garrafinha no chão, ali mesmo, perto da boca de lobo. Você que fez isso é tão corrupto quanto aquele que anda com uma meia cheia de dinheiro por aí.

Exagero meu? De forma alguma. Sempre defendi que não se deve colocar culpa em um ou alguns administradores públicos sendo que somente nós é que escolhemos quem vai nos representar. 

Está em nossas mãos esse domingo entrar no colégio eleitoral disposto a dar um grito: "PAROU A PALHAÇADA!!"

E tenho dito!




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domingo, 26 de setembro de 2010

É disso que estou falando...

Um olhar profundo olhando nos olhos, dedos passeando pelo rosto, aquele carinho tímido nos dedos da mão. Essas coisas simples me conquistam...

Nada me impressiona tanto do que sentir que a minha presença é importante, que minha voz faz falta, que minha mão sempre entrelaçada a outra...

Os gestos simples, como tirar o cabelo caído sobre o rosto, aquele beijo estralado na bochecha, aquele colo cheio de cafunés num domingo nublado, encantam mais do que qualquer filme romântico diante de uma tela de sucessos.

Um telefonema no meio do dia só pra dizer que sentiu saudades de ouvir a voz que acalma nos mais tormentos dias de ausência...

Aquele bilhetinho de um papel amassado dobrado em quatro partes escondido no meio dos seus pertences dizendo AMO VOCÊ!


Como é singela a brincadeira de amar.


Charlie Chaplin, semente da minha inspiração....


"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.

É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim."
Mostre aquilo que você é, sem medo.
Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu.
Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa.
Ei! Ame acima de tudo, ame a tudo e a todos.
Não feche os olhos para a sujeira do mundo, não ignore a fome!
Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para combatê-la, mesmo que se sinta incapaz.
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma distancia, e sim, uma aproximação.
Aceite! A vida, as pessoas, faça delas a sua razão de viver.
Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você, não as reprove.
Ei! Olhe... Olhe a sua volta, quantos amigos...
Você já tornou alguém feliz hoje?
Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
Ei! Não corra. Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.
Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga.
Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela.
Chore! Lute! Faça aquilo que gosta, sinta o que há dentro de você.
Ei! Ouça... Escute o que as outras pessoas têm a dizer, é importante.
Suba... faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo,
Mas não esqueça daqueles que não conseguem subir a escada da vida.
Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você.
Procure acima de tudo ser gente, eu também vou tentar.
Ei! Você... não vá embora.
Eu preciso dizer-lhe que... te adoro, simplesmente porque você existe.




Ei! Sorria... Mas não se esconda atrás desse sorriso...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

E o ibope, tá quanto?

Como estamos em época de eleição, é bom falar da política que fazemos no nosso dia-a-dia.

Não tem como dizer que não gosta de política. Desde que nascemos fazemos política.
No meu singelo ponto de vista, politizar no dia-a-dia é a arte de convencer o outro de nossas ideias em um bem comum - e próprio também. A política está na nossa rotina. A todo tempo estamos politizando e convencendo alguém de uma ideia nossa e sempre entramos numa disputa.
Desde pequenos convencemos nossas mães que estamos com fome chorando até que sejamos devidamente alimentados.
Quando crescemos entramos numa disputa pelo local que queremos sentar no colégio. No auge da adolescência queremos fazer de tudo para chamar atenção dos paqueras, falamos altos, gesticulamos muito...
"Não podemos confundir que política é simplesmente o ato de votar. Estamos fazendo política quando tomamos atitudes em nosso trabalho, quando estamos conversando em uma mesa de bar ou quando estamos bebendo uma cervejinha após uma "pelada" de futebol. Estamos fazendo política quando exigimos nossos direitos de consumidor, quando nos indignamos ao vermos nossas crianças fora das escolas sendo massacradas nas ruas (...) "(Sérgio Vaz Alkmim)
Mas vamos falar do politicamente incorreto das mais absurdas competições no nosso cotidiano que fazemos de nossa vida política ser tão "engraçada" quanto à candidatura e possível eleição de alguns humoristas...

A competição existe em ambos os sexos, em vários os momentos:
Enquanto alguns homens gostam de competir o tamanho do seu cabo eleitoral, as mulheres adoram competir o tamanho do salto que vai usar no dia da votação.
Os homens não acham muita graça em competir uma partida de futebol em dupla, mas quando estão competindo, é o chute mais forte, é quem fez mais gols, é que comete mais falta. Na cervejinha é o que bebe mais. Isso quando não andam pelas ruas com as camisetas cavadas querendo mostrar o braço mais forte (patético, pronto, falei!);
A mulher só precisa de uma parceira para começar a disputa. É o cabelo com mais brilho, é a bolsa mais "top" - mesmo que seja comprada na 25 de março - é o maior salto...
Há homens que competem por uma mulher, enquanto uns competem a mulher. (Uns até querendo ser mulher).
Umas das competições que é a modinha mais estúpida é a disputa do "quem beija mais" nas baladinhas. 
Outra competição da modinha, bizarra por sinal, é: "Quem usa a calça mais colorida levante a mão faça um coração e dá um grito!"
Enfim, tudo isso para poder ter sempre está na frente no IBOPE.

Todas as disputas são sempre bem vindas, desde que sejam de caras limpas, com dignidade, sem plágio e sem passar por cima de ninguém.
Ao contrário de nossa política partidária, (salvando raras exceções) quem ganha a competição no nosso dia-a-dia é o mais verdadeiro, é quem tem coragem de ser ele mesmo, sem medos de agir por sua própria personalidade, é o mais espontâneo, é o mais puro... É aquele que luta para chegar a algum lugar. 
Não ganha aquele que é cômodo, e vive como parasita no meio de quem já lutou e conseguiu a vitória, nem mesmo aquele que foge de sua essência e personalidade vivendo uma cópia de outro ser para poder está sempre em frente daquele tão disputado IBOPE.
E tenho dito!

Imagem de willtirado.com.br

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Do outro lado do muro

Do outro lado do muro existe uma outra realidade... 

Quando resolvi escrever sobre essa realidade, eu tive plena consciência que mais do que polemizar ou impressionar, a intenção é só conscientizar sem lição de moralidade.
 Há um pouco mais de três anos eu trabalhei na ASFA (Associação São Francisco de Assis). Local que atende crianças carentes em todos os sentidos.
Conheci crianças que me ensinaram a ter mais paciência, mais amor e mais sensibilidade aos problemas sociais. Descobri outra realidade que estava presente há poucas ruas do meu bairro. E talvez distantes demais aos olhos dos nossos governantes. Essa realidade não é nova. Sempre existiu, sempre acompanhou a humanidade.
Deparava com crianças que todos os dias eram torturadas e abusadas sexualmente por homens sem dignidade nenhuma para qualquer tipo de adjetivo. Mães que agrediam sem compaixão nenhuma vossos filhos, crianças com pais, sem pais... Crianças que viram seus pais sendo assassinados... 

Crianças que tinham as únicas refeições diárias fornecidas pela instituição e pelas escolas que estudavam.
O jeito agressivo que algumas crianças tinham, seus gritos, seus xingamentos e crises de histeria não poderia ser tratado com castigos e nenhum tipo de penitência. Toda a rebeldia tinha que ser tratada com amor, atenção e muito diálogo. Se eu não tinha formação em psicologia a vida naquela instituição me ensinou.

Mas todas essas crianças tinham o desejo de serem amadas, cuidadas, queriam mais e mais chamar a atenção. Um trabalho árduo mas que compensava a cada sorriso, pelo menos ali estavam seguras.

"As vezes pensamos que a pobreza é apenas fome, nudez e desabrigo. A pobreza de não ser desejado, não ser amado e não ser cuidado é a maior pobreza. É preciso começar em nossos lares o remédio para esse tipo de pobreza." (Madre Teresa)
Madre Teresa que em sua vida dedicou todo seu amor aos  mais necessitados.

Além dessa realidade muito próxima que pude conviver há uma realidade que vou citar de uma forma um pouco mais abrangente.
Muitas vezes ouvimos a seguinte colocação: "Enquanto você está jogando comida fora tem muita gente passando fome." É verdade. Mas o fato de não jogar a comida fora e comer "forçado" não vai fazer com que milhões de famintos no mundo sejam saciados enquanto você guarda a comida que jogaria fora. Mas o fato é ter consciência que existem SIM muitas pessoas que lutam dia-a-dia por um simples prato de comida.

Acredito que todos sabem que a África é o Continente que mais sofre com a fome e a pobreza. Pelo menos  150 milhões sofrem com a mais escassez de alimentos, e além de tudo isso sofrem muito com os conflitos internos que só tendem mais ainda mais a grande ruína.
Sei que deve está pensando: "E eu com isso?". Realmente não cabe, de uma maneira individual, resolver todo esse problema que sempre existiu. 
Mas por que reclamamos tanto da vida?
Será que apesar de tanto sofrimento essas pessoas reclamam da vida como, talvez, reclamamos?

Não podemos ajudar um Continente, um Estado, tampouco uma cidade. Mas uma maneira de ajudar o próximo começa pela auto consciência. Ajudar o outro não é dar aquilo que sobra. Isso não é ajudar. O que devemos fazer é compartilhar o que temos, não o que já não nos é mais necessário. 

"O que eu faço é simples: ponho pão nas mesas e compartilho-o." (Madre Teresa)

Por hoje é só, amigos.

(Sem revisão)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Enquanto Isso No Banheiro Feminino...

Por que as mulheres vão juntas ao banheiro?
Por que as mulheres demoram tanto no banheiro?

Ainda hoje lembro da minha mãe me falando:
"Filha, quando for usar um banheiro que pessoas desconhecidas usam nunca sente no vaso sanitário."
Eu cresci com isso na cabeça como, certamente, quase todas as meninas. Nunca achei essa ideia da minha mãe muito convincente. Eu sempre pensei que se todas as meninas sentassem no vaso sanitário, ele não sujaria... Mas não! Todas querem se sacrificar num equilíbrio desnecessário e sofredor para fazer suas necessidades. Onde todo o vaso fica ecologicamente INCORRETO.
Quem aqui se equilibrou na hora de fazer suas necessidades sem que aconteça um acidente desastroso?

Na balada...
Estou toda dançante num bar da cidade curtindo a noite até que chega a hora de ir ao banheiro. Aí o drama começa! Totalmente apertada para usar o banheiro, eis que um gabinete desocupa. Todas as moças que ouviram desde pequenas que não se pode sentar vaso sanitário estavam ali naquela noite, porque simplesmente todo o assento está molhado porque não é possível "mirar", ok? Eis que entro no gabinete que desocupou na hora certa e ele simplesmente não tranca! Não é nada agradável alguém me ver fazendo xixi. Tenho que dar um jeito! Por que eu tive que trazer essa minha PEQUENA bolsa pesando 5 quilos no banheiro? Olho para um lado e para o outro não tenho onde colocar essa bendita bolsa! Poderia ter chamado uma amiga para vir comigo, que infelicidade a minha. O jeito é pendurar a levíssima bolsa no pescoço. Enquanto tento manter o equilíbrio, no meu salto com 10 cm, seguro a porta com uma mão e tomo todo cuidado para não pisar nessa poça desagradável e muito menos deixar que minha roupa encoste nesse líquido fedorento. Esse momento tem que ter concentração, porque aquela vodka já me deixou um pouco desconcentrada, mas tenho que manter o foco para que não seja feito nenhum estrago. Ufa, acabou! Acabou???? Sim!!! Acabou o papel!! O banheiro de balada quase nunca tem papel. Não é possível, BEM NA MINHA VEZ!!! Ah! A bolsa. Não é possível que com esse peso todo não tenha um papel higiênico nela. Mais um constrangimento: sair do local com todo cuidado com a pocinha, encostar o corpo na porta enquanto procuro o papel na bolsa. Todo cuidado é pouco, porque minha noite, minha vida, minha moral acabaria naquela noite se eu escorregasse naquele chão. Ufa, nada como ser uma mulher prevenida! Encontrei o papel. E toda a manobra é feita novamente. Sair do gabinete ainda fazendo pose para as barangas no banheiro te olhando de cima em baixo. E é bem la no banheiro que as mulheres costumam fazer o "repare só"! Vou até a pia, lavo as minhas mãos e ainda bem que resta um pouco de sabonete líquido cheirando uma erva que serve só para ressecar sua mão, uma olhada fundamental no espelho.
Retocar a maquiagem, pedir um delineador emprestado, dividir o pincel do blush, falar mal do paquera, fazer amigas de infância faz parte de um convívio social no banheiro feminino. 
Pronto! Hora de sair do banheiro!! 
Sair toda bela e formosa... Bela e formosa se eu não esqueci de verificar se o vestido ficou preso na meia calça...


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fazendo Algo Por Mim

Hoje vou chegar em casa e tirar todas aquelas tralhas antigas do armário e doar o que não serve mais para mim e que poderá ser útil a alguém. 
Vou tirar aquele bom e velho CD antigo da gaveta, ouvir até o fim e cantar todas as músicas bem alto.
Por hoje não vou jogar a responsabilidade da minha felicidade à outra pessoa. Hoje a minha felicidade vai depender somente de mim.
Não vou olhar no espelho e dizer que sou a pessoa mais linda do mundo. Não preciso do espelho. Por hoje terei a certeza da minha beleza sem provas.
Hoje não vou correr quando a chuva cair, não vou me arrumar rápido, andar com pressa e nem comer sem mastigar.
Não terei medo de nada. Não lembrarei de um passado triste, lembrarei com boas gargalhadas das travessuras de adolescente. Por hoje não derramarei uma lágrima, não vou depender de ninguém para me dizer onde ir... Por hoje vou seguir independente.

Por hoje não vou esperar a ligação de ninguém, vou usar o meu perfume mais caro, os brincos de argola, sapato mais bonito, a roupa que melhor cai bem.Vou sair por esse mundo e dizer: 
"Hoje eu posso tudo, hoje vou ser mais feliz que nunca e todos os dias por piores que sejam, por mais amargos que sejam eu direi tudo isso de novo."
Fui ser feliz e já volto....
E tenho dito!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

No "Coletivo"

Para quem nunca usou um Coletivo é bem interessante saber o que se passa dentro de um e para quem usa vai se identificar com algumas situações!
"Coletivo da classe desprovida de um automóvel ou habilitação para dirigir: Ônibus"
Às 7 da matina, hora de "pegar" o bendito ônibus para o trabalho, se você for uma pessoa azarada, como eu, você vai entrar dentro do ônibus depois que ele pegou todos os passageiros! A primeira luta: Onde ficar?
Aí você se ajeita num lugar mais ou menos com a bolsa ENORME que todos esbarram nela, e aquele movimento "João-bobo" começa.

João bobo = Passageiro de ônibus

Sempre têm umas pessoas que fazem questão de ouvir seu radinho sem fone de ouvido!! É o cúmulo da falta de senso. Um dia desse pedi pra uma pessoa, que estava curtindo um sertanejão, colocar uma música da Janis Joplin, já que é pra todos ouvirem, que toque música de todos os gostos. É o mínimo. Mas não deu muito certo. Levou na brincadeira, infelizmente.


Não queria falar do odor desagradável em plena 7 horas da manhã. Como é possível existir alguém que já esteja com o desodorante vencido?? Isso existe!!
É possível analisar os diferentes modos de comportamentos das pessoas que utilizam do transporte público de acordo com os bairros. Diferentes níveis de educação. Em alguns bairros é comum pessoas cederem o lugar (obrigatório) para gestantes, lactantes, idosos e portadores de necessidades especiais. Em outros bairros pessoas até finge que está dormindo para não ceder o lugar. Lamentável...
Um dia tive que pedir encarecidamente (BRAVA) para o motorista do ônibus parar porque havia uma gestante em pé enquanto pessoas ocupavam o lugar obrigatório reservado a ela de direito.
Muitas histórias, muitas confidências já ouvimos durante o "passeio" de ônibus. É praticamente um confessionário. Funcionários falando mal do chefe (é incrível como não se ouve elogios), pessoas falando do seus relacionamentos, desabafos... 
Há quem aproveita a viagem para ler um livro, para fazer suas orações, para fazer uma ligação (que é muito divertido ver como as pessoas expõem tanto suas vidas).
Momentos que eu mais me divirto é quando entra criança no ônibus, o medo inocente achando que vai cair a qualquer momento chega até ser bonitinho! E toda criança adora sentar em banco "alto".

No Coletivo também é possível fazer amizades!
A amizade no Coletivo, em sua maioria, começa já no ponto de ônibus:

- "Bom dia!" - Sorrisinho meio largo.
- "Bom dia!" - Sorrisinho meio largo correspondido.
- "Você viu se o LAPA já passou?"
- "Eu acabei de chegar."
- "Hum..." - Sobrancelha levantada - "Obrigada!"
  (Sem fala, apenas o sorrisinho meio largo)
- "Nossa que calor né?" - E ainda assim a pessoa insiste em puxar assunto.
- "É mesmo." - Uma olhada no relógio e o pensamento: Não vai vir logo esse ônibus, não to afim de papo.

Se você não passou por isso, certamente vai passar!!
O transporte público é desprovido de qualidade em grande parte. Se o trabalho oferecido fosse de alta qualidade, conforto, baixas tarifas e pontualidade, facilitaria muito a todos. Porque o Coletivo, em dias de hoje, é fundamental para melhorar o fluxo de veículos circulando nas ruas. Não se pode ter o pré-conceito de que ônibus é coisa para quem não tem carro. Mas isso é utopia. Sabemos que o sistema não funciona assim.

É um lugar onde se testa quase todos os tipos de preconceitos. Afinal somos desconhecidos, e em muitos momentos é necessário (ou não) sentar com quem nunca se viu e o "bom dia, boa tarde, boa noite" não faz mal pra ninguém, mas parece que faz.
Entre tantos momentos de constrangimentos, momentos cômicos e lamentáveis, tenho que dizer que é possível se encantar com a diversidade no Coletivo. É bom conhecer diversos costumes, manias, cheiros, sotaques... Não podemos privar de um mundo único, tudo nessa vida é válido como experiência. É um lugar onde todos têm o mesmo direito dentro de tantas diversidades....

E tenho dito!

Intensidade

Não basta encostar os lábios, tem que sentir o coração bater também!
Não basta um olhar, ele tem que ser profundo!
Não basta um toque, tem que ter calor!
E quando eu digo que o mais ou menos, que o provável não é o suficiente, não é exigência. Quero da vida o que há de mais profundo, de mais intenso. Quero me convencer. Não estou aqui para ser sobrevivente. Quero cada detalhe! Não quero ser isopor, não quero ser piscina. Quero absorver e esparramar feito a lagoa ao mar, quero me entregar como a cachoeira. Não quero metade. Não acredito em pele sem cheiro, em saudades sem lágrimas, em palavras sem olhar. 
Não exijo, não cobro, apenas quero, apenas vivo!


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

E eles?

Agora chegou o momento de falar um pouco sobre eles. Não vou ser feminista! Juro que não. (Pelo menos vou tentar). Vou falar de alguns detalhes que deixamos passar desapercebidos.

"Ao atravessar a rua a pé, um homem suuuperr gentil parou o carro e deixou eu atravessar."
Amiga, gentil o cacete, ele queria era ver sua bunda!
Sério mesmo! E não adianta fazer essa cara. É a mais pura realidade.
Os homens acham que nós somos aquele lindo bombom embrulhado: Pronto para desembrulhar e comer.

Não vai achar que nenhum homem ama de verdade. Ele ama sim - a perseguida, mas ama. 
O mundinho masculino é mais o lado do sexo, sim. Quando você está conversando com ele, já passado os dez segundos que eu comentei no último post, ele já não presta atenção no que você diz, ele começa a olhar sua boca, e já imagina beijando ela, quando não, ele disfarçadamente descarado olha para os seus seios, e enquanto você está discursando que não se pode colocar a toalha molhada na cama, a mente dele viaja: "Você toda molhada na cama."

Amigas, não adianta jogar indireta para os homens, porque eles não vão entender NUNCA, ok?
Lembra daquele passeio de carro? Aquele que vocês passaram em frente a uma pizzaria, e você morrendo de vontade de comer pizza fala: "Olha amor, como a pizzaria está movimentada, né?" e ele: "Está mesmo." Pronto, não adianta fechar a cara e achar que ele é o homem mais incompreensivo do mundo. Da próxima vez você fala: "Quero comer pizza nesta pizzaria."

É incrível como têm homens que não conseguem demonstrar nenhum tipo de sentimento por uma mulher, mas quando o seu time está jogando na televisão mostra total emoção e quando o seu time perde... nem precisa comentar...
"Minha mulher ameaçou a me largar se eu não deixasse a minha obsessão pelo futebol. Vou sentir muito a falta dela."
É amigas, já deu para sentir que não adianta competir com o futebol. Deixa ele liberar seus hormônios no jogo com os seus amigos ou assistindo aquele jogo. Não adianta se atormentar, se descabelar, larga mão de ser boba, mulher e vai tricotar com suas amigas, faça algo por você e ponto final. 

E eles mentem?
Sim, todos mentem. Quer pegar uma mentira? Não fale com ele por telefone, msn, sms, DM. Todos os homens têm a maior facilidade de mentira quando não estão olhando nos nossos olhos. Na dúvida fale pessoalmente. Enquanto nós mulheres mentimos para deixar eles bem, eles mentem para se fazer de bom.
Desconfie quando ele falar: "Nunca dormi com aquela garota",  "Você acha que eu seria capaz de fazer uma coisa dessa?", "Por que eu iria mentir?" - Claro que não dá pra julgar a frase isolada.

Quando ele diz:                      Ele está querendo dizer:
"Gostei do filme!"                          "Tem mulher pelada e violência."
"Minha memória é fraca."            "Esqueci seu aniversário."
"Comprei flores pra você"             "A florista era gostosa."
"Belo vestido"                                "Belos seios"
"Chame uma ambulância"           "Cortei meu dedo e acho que vou morrer."
"Eu te amo."                                  "Vamos transar agora."
"Quer casar comigo?"                   "Quero impedir você legalmente de transar 
                                                      com outros caras e arrumar uma substituta
                                                      para minha mãe."

No mais amigas. Apesar de todos os lados negativos, que possamos ser felizes com nossas diferenças!! 
E tenho dito!

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