quarta-feira, 22 de setembro de 2010

E o ibope, tá quanto?

Como estamos em época de eleição, é bom falar da política que fazemos no nosso dia-a-dia.

Não tem como dizer que não gosta de política. Desde que nascemos fazemos política.
No meu singelo ponto de vista, politizar no dia-a-dia é a arte de convencer o outro de nossas ideias em um bem comum - e próprio também. A política está na nossa rotina. A todo tempo estamos politizando e convencendo alguém de uma ideia nossa e sempre entramos numa disputa.
Desde pequenos convencemos nossas mães que estamos com fome chorando até que sejamos devidamente alimentados.
Quando crescemos entramos numa disputa pelo local que queremos sentar no colégio. No auge da adolescência queremos fazer de tudo para chamar atenção dos paqueras, falamos altos, gesticulamos muito...
"Não podemos confundir que política é simplesmente o ato de votar. Estamos fazendo política quando tomamos atitudes em nosso trabalho, quando estamos conversando em uma mesa de bar ou quando estamos bebendo uma cervejinha após uma "pelada" de futebol. Estamos fazendo política quando exigimos nossos direitos de consumidor, quando nos indignamos ao vermos nossas crianças fora das escolas sendo massacradas nas ruas (...) "(Sérgio Vaz Alkmim)
Mas vamos falar do politicamente incorreto das mais absurdas competições no nosso cotidiano que fazemos de nossa vida política ser tão "engraçada" quanto à candidatura e possível eleição de alguns humoristas...

A competição existe em ambos os sexos, em vários os momentos:
Enquanto alguns homens gostam de competir o tamanho do seu cabo eleitoral, as mulheres adoram competir o tamanho do salto que vai usar no dia da votação.
Os homens não acham muita graça em competir uma partida de futebol em dupla, mas quando estão competindo, é o chute mais forte, é quem fez mais gols, é que comete mais falta. Na cervejinha é o que bebe mais. Isso quando não andam pelas ruas com as camisetas cavadas querendo mostrar o braço mais forte (patético, pronto, falei!);
A mulher só precisa de uma parceira para começar a disputa. É o cabelo com mais brilho, é a bolsa mais "top" - mesmo que seja comprada na 25 de março - é o maior salto...
Há homens que competem por uma mulher, enquanto uns competem a mulher. (Uns até querendo ser mulher).
Umas das competições que é a modinha mais estúpida é a disputa do "quem beija mais" nas baladinhas. 
Outra competição da modinha, bizarra por sinal, é: "Quem usa a calça mais colorida levante a mão faça um coração e dá um grito!"
Enfim, tudo isso para poder ter sempre está na frente no IBOPE.

Todas as disputas são sempre bem vindas, desde que sejam de caras limpas, com dignidade, sem plágio e sem passar por cima de ninguém.
Ao contrário de nossa política partidária, (salvando raras exceções) quem ganha a competição no nosso dia-a-dia é o mais verdadeiro, é quem tem coragem de ser ele mesmo, sem medos de agir por sua própria personalidade, é o mais espontâneo, é o mais puro... É aquele que luta para chegar a algum lugar. 
Não ganha aquele que é cômodo, e vive como parasita no meio de quem já lutou e conseguiu a vitória, nem mesmo aquele que foge de sua essência e personalidade vivendo uma cópia de outro ser para poder está sempre em frente daquele tão disputado IBOPE.
E tenho dito!

Imagem de willtirado.com.br

2 comentários:

Shirley disse...

Pelo menos o meu voto vc já ganhou rs, vc sempre me surpreende a cada texto, gosto das suas visões realistas sobre assuntos que pegam de jeito, nós seres humanos, porque quem fala que nunca competiu está mentindo, como vc mesma relatou, desde criança aprendemos a competir.
Os homens a sua maneira, as mulheres basta ter outra perto haha...Adorooo, realidades, cruas e sinceras.

Ferrito's disse...

Política realmente faz parte de nossas vidas,
somos políticos por natureza,
e olhando de forma crítica, quando somos políticos, parecemos atores, interpretamos papéis...
Mas o que fazermos é real, temos que agir com extremo cuidado...
Parabéns... pelo texto!

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