quarta-feira, 30 de julho de 2014

Me rabisca

Fiz cena e entrei em seus escritos. Fez do meu drama, pequenos rabiscos de amor. 
Meu jeito de amar não é tão doce, mas juntos entrelaçamos versos e prosas. 
Rabisca comigo mais essa noite?

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Se ficar comigo é porque GOSTA!


Não sou sarada, não faço o tipo mulher boneca e tampouco sou delicada. Adoro um tênis, meu preferido é o All Star e vermelho.

Prefiro touca de tricô e turbante ao invés de rabo de cavalo.
Meu carro é velho, tenho e amo tatuagens e piercings, sou desajeitada e sou muito distraída [por opção].
Às vezes uso vestidos floridos e saias justas, mas me sinto mais feliz e à vontade com vestidos pretos e soltos. 
Dramática. Autossuficiente. Mas adoro um colo.
Sou romântica, mas não sou daquelas que se apaixona fácil. Posso até me encantar muito no começo, mas o maior desafio é me manter encantada por muito tempo. 
Tudo fica previsível.
O previsível me cansa.
Raramente faço chapinha, gosto do meu cabelo livre, como sou. Adoro pintar minhas longas madeixas de preto e não, não vou fazer luzes e nem pintar de vermelho porque eu não gosto.
Eu bebo uísque puro e adoro uma cerveja forte. Adoro ler e não assisto nenhum seriado. Ouço rock clássico, pop, pesado, punk, grunge, sou apaixonada por MPB e de vez em quando ouço músicas do povo.
Amo batom vermelho, unha vermelha e sempre uso a maquiagem da mesma maneira: olhos pretos, três camadas de rímel e blush de leve.
Falo palavrão, mas ODEIO com forças que aumentem o tom de voz comigo.

E você quer saber? Se ficar comigo é porque GOSTA!




terça-feira, 1 de julho de 2014

A maior declaração de amor que fiz

Apesar de escrever muito, a minha maior declaração de amor foi feita sem dizer ou escrever qualquer palavra. Velar o sono daquele homem e sentir todo o meu corpo paralisar junto com o tempo, para mim, foi a maior demonstração de amor que eu poderia fazer. Paralisei.

Naquele momento eu amei sem que ele pudesse ver. Eu amei sem que ele pudesse escutar. Eu amei sem tocar.

Aquele silêncio, que se quebrava em alguns segundos com o barulho daquela respiração forte, era paisagem mais bonita que eu podia observar. O amor contemplado em silêncio.

Deixei um sorriso tímido sair pelo meu rosto. Abaixei a cabeça quando eu percebi isso, como se alguém tivesse visto aquela cena.

Olhei de novo e não quis acordá-lo. A xícara que eu segurava, estava com o café que eu ia dar para ele. Esfriou.

Fiquei ali, descalça e encostada no batente da porta observando meu amor dormir. Foi uma semana bem puxada, ele estava no descanso justo. Eu só queria amá-lo.

Ver o sono tranquilo de quem a gente ama com certeza é conforto e paz para a alma. E foi no silêncio contemplativo que o amei.

Velar o seu sono e ver quão menino um grande homem se transforma. 


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