terça-feira, 31 de março de 2015

Novos Fragmentos

O nosso maior erro é perder tempo com o que suga nossa alma. 
O que vale na vida é a leveza que sentimos em nosso interior, que estampa em nosso rosto frestas sorridentes em nossos lábios.

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Quando magoar alguém que gosta, jamais deixe essa pessoa dormir sem que a mágoa seja desfeita.
Uma noite mal dormida é o suficiente para a mágoa enraizar.

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Não curto o cara que fala assim: "não quero te atrapalhar."
Sabe por que? Porque eu quero que me atrapalhe sim. Que me deixe confusa, que bagunça tudo e ainda vai embora sem fechar a porta. É disso que gosto.

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amor forçado é um estupro contra a alma.

Minha Janela

Será que se eu olhar o mundo através da janela do meu quarto, eu consigo visualizar um mundo mais justo?
Será que eu teria mais paz se eu me colocar de exemplo em minhas duras batalhas e mandar a geral buscar seus sonhos como eu busquei? Gritar: "foda-se os direitos humanos!" ou "Viva a Meritocracia!" Ser egoísta e dizer aos quatro cantos: "se eu consegui, qualquer miserável consegue." Melhora o mundo?

Em meu quarto eu sei que escreve uma pessoa que teve mais oportunidade em suas lutas. Mas aqui não dorme uma pessoa tranquila.

Ver o mundo daqui é muito cômodo e feliz. A vista é ótima daqui. Mas enquanto eu não pular a janela e espalhar boas esperanças em quartos gelados, eu não sossego.

Meu único amor e a banda Metallica

Eu tinha 13 anos quando eu comecei escrever. Era em um caderno brochura. Era desamor.
Ele já tinha 19 anos e apaixonei pela sua voz que saía na caixa de som de uma rádio comunitária. 
O conheci pessoalmente. Ele tinha um abraço macio, carregava ternura no olhar e a certeza que não podia me pertencer.

Me contentava em só vê-lo e derramar os lamentos escritos em versos. 
8 de abril de dois mil e um (beijo). O céu chegara mais perto.
A banda preferida dele era Metallica e automaticamente passou a ser a minha também. 
Não tinha telefone. Não sabia onde morava. Mas esperaria a vida inteira por ele, se não demorasse.

7 meses se passaram depois do nosso primeiro encontro no evento de rock "Metal Rebelion". Eu sabia que ele estaria lá no arena rock. Sim. Ele estava. O último beijo. E a certeza que jamais ficaríamos juntos. 
Nunca mais o vi. Fiquei muitos anos sem ir a um evento de rock. Mudei de rumo. O tempo passou. Mas ele nunca morreu. Ele está eternizado em meus primeiros escritos.

13 de Março de 2015, dirigindo pela avenida movimentada, Metallica rolando bem alto no carro e parado no ponto de ônibus, ele, meio grisalho, cabelos longos e enrolados. A camisa de cor preta. 
Não me contentei com a surpresa e a coincidência da música. Dei um grito: É ELE! 
Se eu voltei? Não. A vida segue como fluxo da avenida em horário de pico. 
Sexta-feira treze, eu vi um gato de preto, parecia azar, mas era amor.

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