segunda-feira, 26 de março de 2012

180° depois de um não!

Ninguém gosta de receber um não. E quando nem resposta recebe? Pode considerar que é um não. Já falei aqui, que quando eles querem, eles não perdem tempo e nem nos cozinham.
Nem por cima e nem por baixo. Dar a volta não precisa necessariamente ser completa porque corremos riscos de voltar aos braços daquele "cafa" que promete e nunca cumpre. Meia volta, volver!
Abstraia o que te incomoda(va), respire e vai. Enxugue as lágrimas e esqueça do velho amor que em silêncio diz que te esqueceu.
A dor fica mais amena quando o batom é novo, a saudade aperta menos quando propõe metas a si mesmo. Escolha: por hoje eu não vou chorar, por hoje eu vou me amar. Abra o sorriso, arrume o armário e um novo paquera, nunca e jamais fale para o novo paquera do romance antigo. Nunca demonstre carência. Troque de roupa e escolha sair com você e uma bolsa nova.
Faça qualquer oração! Se não acredita em Deus, acredite pelo menos em você e solte um: "Eu posso, eu consigo e vou!" pelo menos 3 vezes ao dia. Se acredita em Deus, peça a maior força para que seu coração amenize. Tenha fé e descubra que escrever também pode curar, desafogue em palavras escritas para não afogar as amigas. Espere. Mas não em casa, amiga. Espere na casa das amigas, na balada que nunca foi ou quem sabe praticando um esporte novo.
Não, você não vai morrer. Esse aperto passa, lembra das amigas tentando te fazer sorrir? Sorriu? Viu, funciona. Você também não ficará sozinha para o resto da vida, toda panela tem sua tampa e antes que você solte a piadinha da frigideira, saiba que muitas vezes usamos muitas tampas para não sermos queimadas. Sim, até a frigideira tem a sua tampa.
Não venha dizer que não está preparada para um novo relacionamento porque não curou o antigo. Você não vai curar um amor antigo só saindo para encher a cara e beijando todos sem compromisso. Não mesmo. E isso não é praga é um fato. Pagar de feliz e baladeira só vai mascarar sua dor e sabemos bem o que é chegar em casa e cair aos prantos por causa do vazio que sentiu depois da balada. Invista em você, em seu visual, paquere e deixa ser cortejada. Arrisque, ame, viva! Ufa... Você não pode perder os sentidos da vida por causa de um não (ou a ausência dele). Quebre a cara quantas vezes for necessário, mas quebre com a segurança que vai superar todos. O seu dia vai chegar, mas para isso tem que dar meia volta por cima, saia da rotina, saia com amigas diferentes e mude o local das baladas. Não dê notícias, não seja notícias, seja um chá (de sumiço). 
Até parece fácil, mas as grandes vitórias vêm de esforços, do difícil e isso você tem que enfiar na cabeça do mesmo jeito que você enfia aquela calça apertada deitando na cama. Vale uma unha quebrada ou um regime reforçado, mas tem que entrar, ok?
Você consegue!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Fotos de papel

Hoje deu vontade de abraçar velhos amigos. Aqueles que fizeram parte dos melhores momentos da minha vida e que foram ombros para os mais difíceis. Crescemos juntos mesmo depois de grandes, aprendemos amar, chorar, perder e nunca aceitar perder.
Eles não tinham internet quando os conheci, para falar a verdade até hoje eles não têm, era asfalto, chão e violão e gargalhadas de tirar lágrimas. O saudosismo que habita em mim faz-me lembrar de acontecimentos marcantes na minha vida e da presença tão fiel. Trocávamos confidências, biscoitos e receitas. Cumplicidade, aprendizado e gratidão, são as palavras que encontrei para descrever essas amizades.
Não se importavam com a marca (ou falta dela) nas roupas que vestia, se eu não aparecia em um dia, no outro já me ligavam, me chamavam em casa.
Mas os ponteiros do tempo não param, todos seguem rumos, muitas vezes diferentes, então resta saudade e torcida para que tudo dê certo na vida deles, e que muito em breve possamos nos reencontrar.
Sabemos que fazer amizade não é difícil e mantê-las não é fácil, afinal, pessoas erram e lidar com criações e culturas diferentes exige maturidade, paciência e pé no chão. Hoje está tudo baseado no interesse, no que podemos oferecer em troca, e não falo de biscoitos, receitas e confidências. É difícil demais lidar com superficialidade, posar de status e conviver com quem não tem personalidade. Fiquei exigente, relacionamentos com pessoas exigem confiança, cumplicidade e presença. Uma vez perdida, para sempre esquecida. Não se fazem mais aquelas amizades que se podem botar a mão no fogo, nunca vamos saber o que é real. Fazemos amizades de infância em dez minutos e perdemos em dez segundos. Trocamos de melhores amigos em cada estação e em cada decepção a marca da saudade de quem você sabe que pode contar e confiar, mas está há quilômetros de distância.
Hoje não estou com vontade de abrir as fotos do Facebook, hoje quero abrir meu álbum de fotos e tocar no papel como se eu tivesse abraçando os velhos amigos.
Quero muito matar a saudade deles e sei que um dia vou reencontrá-los, vamos rir dos momentos passados e dividir o presente com ternura. Sei que isso vai acontecer, creio e espero esse dia chegar.
Sem desmerecer as amizades novas que também são importantes, mas se hoje elas nos têm é porque há uma raiz que ensinou a ser amiga. Posso esquecer onde guardo as chaves, o celular e até as senhas da internet, mas nunca e jamais esquecerei da onde vim.
E assim tenho vivido...

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sutiã Queimado, Trabalho Dobrado!

Aquela que acorda cedo para levar os filhos no colégio correndo, engole o café da manhã para ir trabalhar pensando no almoço que tem que fazer para os filhos e para o marido para depois voltar ao trabalho.

Mulher que trabalha fora no mínimo 9 horas por dia para ganhar menos que os homens e  ainda trabalhar em casa organizando as tarefas domésticas ou auxiliando alguém para fazer.

Aquela que divide o tempo entre os filhos, trabalho, marido, mercado, manicure, cabeleireira, amigas, horas extras trabalhistas, sogra, sobrinhos, vizinha enchendo a paciência na hora que está fazendo o jantar...

Aquela que dorme pouco e que dorme o final de semana inteiro, claro que depois de cuidar da casa, receber visitas. A filha e a nora que divide os domingos entre uma casa e outra para lavar a louça do almoço.

Aquela que já teve família desmanchada por não dedicar o suficiente ao lar... Aquela que não vê os filhos crescerem por deixá-los com alguém para ir trabalhar.

A vó que criou os filhos e agora tem que cuidar dos netos para as filhas e noras trabalharem, ou aquelas que não têm onde deixar os filhos e os deixam sozinhos para a rua criar... 

Ficar dividida entre o falso moralismo que nos cobra a "postura" e liberar geral porque agora somos iguais aos homens. "Faço ou não faço? O que os outros vão pensar?"

Queimar o sutiã para ter trabalho dobrado?
Queimar sutiã para ficarmos presas ao moralismo que ainda não decidiu o que pode ou não fazer?
Não vi vantagem ainda...

Mas o bom desse dia são os presentes, lembranças, flores (roubadas) compradas, chocolates e café da manhã de graça nos mercados...
Amanhã tudo volta ao normal, ok?!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ídolos anônimos

Têm pessoas que admiro de longe. Vejo o talento, esforço e dedicação e fico no meu silencio torcendo. E essas pessoas nem imaginam.
É de graça o meu gostar... Aaah, e isso é tão meu, faz tão bem e me deixa sentir tão livre...
Muitas vezes são minhas inspirações silenciosas, sem bajulação, talvez um singelo elogio. Elogiar com sinceridade faz bem tanto para quem faz como para quem recebe. Psiu, faça com moderação e sutileza senão o risco de frustração é grande. Ninguém gosta de elogios interesseiros e quem percebe pode desmotivar-se ocultando talentos.

Aaaah, os meus ídolos anônimos tão pertos e tão distantes... Tão meus... Só meus...

E tenho vivido!

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