sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Em poesia

Ele chega com olhar baixo
Mesmo tímido, o sorriso é largo
Cabelos negros
e todo enrolado
(não só os cabelos)
O seu humor muda de lado

Penso que às vezes dança
quando anda
Quando para
coloca as mãos no bolso
Quando ouço
o exército me protege
meu coração junto dele
enobrece

Pequenos detalhes
em mais de um metro e oitenta
não há coração que aguenta
Quando faz-se menino e chora
e deita em meu colo
e não vai embora

Enquanto dorme e abre a boca
Eu sorrio e me sinto boba
Ele acorda, meio torto levanta
Sorri de lado
meu amado
Observo cada passo calada
E ele é poesia que não se acaba...



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