sexta-feira, 13 de abril de 2012

Não calo

Se minha garganta dar nó, eu vou desatar. Se eu engasgar vou levantar o braço, respirar fundo e começar a falar de novo. Não gosto, falo. Se gosto, falo do mesmo jeito. Quem se alimenta de sapos, cobra é. Não buchicho e nem resmungo. Eu falo, articulo e expresso em bom tom para todos ouvirem. Gostou? Bom. Não gostou. Bom também. 

Não falo para que todos concordem comigo, se eu desejasse que todos concordassem com meus pensamentos me declararia burra. Afinal, o Nelson Rodrigues disse que toda a unanimidade é burra, mas também não precisa concordar com ele e nem comigo, Aliás, não precisa concordar com nada. Ninguém discursa para ser aplaudido, o discurso foi feito para ser ouvido e só. Cada um sabe o que pensa dentro de si e é isso que importa, oras. 

Agora, por que exigem tantas satisfações? Muitas vezes temos que dar satisfações do que falamos porque pode ter sido sem pensar. Mas nunca devemos dar satisfações daquilo que pensamos, afinal, somos o que pensamos. E ser não tem explicação.
E querem me calar, não calo. Eu assumo o que falo, dou a cara, dou meu nome e até meu endereço, mas quem interpreta é quem lê, é quem ouve. E o sucesso ou o fracasso da interpretação não depende só de quem passa, depende do emocional do ouvinte também.

O que eu escrevi aqui hoje pode ofender muita gente, mas não será minha culpa, afinal, ninguém ofende ninguém. Só se sente ofendido quem não tem autoconfiança e amor próprio. Eu acredito no que sou e não o que pensam de mim.

Não calo. Ok?
E tenho DITO!


Um comentário:

Bordunga disse...

Não cale jamais! Até pq suas palavrar são audaciosas e deliciosas!

Beijo enorme, lindona :)

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