Cheiro da Manhã
Fui olhar minhas velas para fazer minha oração matinal; estavam no fim. Corri para anotar na agenda que precisava comprar mais velas. Neste exato momento, eu já senti que o café estava pronto e montei a lancheira do meu filho, enquanto o café esfriava um pouco mais na xícara. Estranho a gente esquentar a água para o café e ter que esperar esfriar para não queimar a língua. Paradoxos vitais. Tranco a porta naquela rotina corrida e já dou bom dia para Cidinha. Ela tem um cheiro marcante e todos os dias a cumprimento. Talvez seja esse o segredo para ela não morrer. Cidinha é o nome que dou para minha planta, a arruda. No trajeto para a escola do meu filho, naquele silêncio matinal dele ainda acordando, já começo a pensar de onde surgiu a teoria de que conversar com planta faz com que ela continue ali, viva. E, nessa tentativa de entender as crenças populares, eu já analogizei, trazendo para o mundo real. Não sã...