terça-feira, 26 de outubro de 2010

"Os assassinos estão livres, nós não estamos"

É o que diz a música composta pelo saudoso Renato Russo em 1991. Quase vinte anos depois e essa música reflete os tempos de hoje.
É um grande problema social no qual a humanidade toda sofre. Até quando vamos nos esconder dos assassinos? Até aqueles que estão nas penitenciárias estão mais livres que nós aqui fora, comandando crimes de lá de dentro! Não venha dizer que isso não existe.
Somos obrigados a andar por essas ruas, tensos, com medo de alguém possa nos surpreender com assaltos. E nossa realidade ribeirãopretana ainda está livre de tiroteios feito urubus voando como acontecem nas favelas do Rio de Janeiro. Ahhh, o Rio de Janeiro, seria realmente mais que lindo se não fossem esses "urubus".

É gente inocente morrendo pelos culpados. E  muito desses inocentes tornam-se heróis de acordo com a repercussão de cada caso. Vejamos, vou um pouco além, lembram de Barrabás? O bandido escolhido pelo povo judeu para ser libertado em troca de Jesus de Nazaré? Fui muito longe, eu sei. Vou falar dos tempos de hoje...
Vocês lembram-se daquele caso da jovem Eloá Cristina Pimentel da Silva que foi refém por mais de 100 horas e assassinada pelo seu ex-namorado Lindemberg? Pois bem, foi através desse trágico acontecimento que foi descoberto que o pai dessa vítima era um assassino procurado de Alagoas.
Foi necessário uma criança inocente de a classe média ser assassinada de forma triste, jogada pela janela pelo próprio pai, tendo como cúmplice sua madrasta, para despertar o país que muitas crianças são vítimas de violência doméstica. E foi o pequeno João Hélio em 2007, que foi assassinado por bandidos após um assalto, que despertou o país sobre o tamanho da violência em nosso país.
Mas isso acontece todo dia. Todo dia é mulher sendo violentada pelos homens, crianças sendo vítimas de adultos sem escrúpulos, sem coração, sem pudor. Em particular eu digo que a principal causa dessas violências é a falta de crença em Deus. Mas cadê nós, gente de fé, que não evangeliza essa gente?
Quem nos protege? Quem que pune? Além ainda, quem é que faz a prevenção? Quantos sangues inocentes serão necessários para despertar que algo novo tem que fazer?

Não dá para admitir que tenha lei que protege bandido em vésperas de eleição (artigo 236 do Código Eleitoral) de não poder ser preso, excetos crimes hediondos, tortura e tráfico de drogas, mas roubar pode? 
Não dá para admitir que tenha lei que libera os bandidos da cadeia para "visitar" a família em dias festivos.
Não dá para admitir redução de penas. 
E não me venha com discurso de "Direitos Humanos". O cara que matou pai de família, estuprou e violentou mulheres, que matou crianças,  não merecem nenhum tipo de respeito e muito menos "direitos humanos". Direitos Humanos a que? Podem me dizer?

Que saudade de ver as crianças brincando na rua sem perigo. Na minha infância ainda tinha isso, amanhã já não poderei ver meu filho chegar em casa todo sujo das brincadeiras de ruas.

É um grave problema da humanidade, que vem de séculos, e que ainda não há quem resolva, não há quem pune e não há quem previna.
Continuemos, amigos, a andar pelas ruas de nossas cidades tensos...
"Os assassinos estão livres, nós não estamos."

Já tinha dito o Renato Russo!




5 comentários:

Filippi disse...

me lembra quando morava ao lado da favela no Simioni, na época q o negócio pegava por la mesmo... não saia na rua para brincar, só se tinha alguem la fora tambem...

hoje nem em frente da onde moro agora q é mais "tranquilo" da pra ficar.. somente nos condominios fechados agora, q são as verdadeiras prisões, q se tem alguma qualidade de vida (ou não?)

Chris Ribeiro disse...

O teu texto me remete diretamente a uma música do Rappa:

"As grades do condomínio são prá trazer proteção,
mas também trazem a dúvida se é você que tá nessa prisão..."

Infelizmente é uma triste realidade.

O que podemos fazer?!

Pensar um pouco antes na hora de escolher os nosso governantes.

Adorei o tema, trenzim!

Bjim.

@ChrisRibeiro

Camila disse...

Penso que não é só uma questão de fé.
Qual a referência das crianças? O adulto firme, que passa segurança, onde, em MUITOS casos acaba sendo o líder do bairro, pois os pais não o criam, e o Estado...
Enfim, pra falar em prevenção vamos abrir aqui muitas discussões: controle de natalidade/legalização aborto, planejamento urbano/revitalização de áreas degradadas, legalização drogas, maioridade/sistema penitenciário, papel do Conselho Tutelar/escola...e por aí vai...
A situação nos parece descontrolada e não vemos sinalização de mudanças...essa é a verdade.
Você realmente surpreende...parabéns pela diversidade dos temas no blog! Beijão

Shirley disse...

A riqueza que nós temos ninguém consegue perceber e de pensar nisso tudooo euuuu homem feito tive medo e não conseguir dormir, vamos lá tudo bem eu só quero me divertir, esquecer que esta noite tem um lugar legal pra ir, entregamos o alvo e a artilharia, separamos nossas vidas e mesmo assim não tenho pena de ninguém.
Nasci no Rio de Janeiro e vim pra Ribeirão novinha, mas minha família inteira é de lá, o Rio continua lindo, mais é triste ver a beleza dele um pouco abalada por esse urubus e isso está tomando conta do país inteiro e como vc mesma disse, nossos filhos não vão poder chegar em casa sujos de terra, por brincar na rua.
Ameiii o texto, como sempre mandou muito bem, bjocas...

Juliana disse...

Adorei seu texto e concordo, quantas vezes ja refleti sobre isso e ao procurar uma solução, é simplesmente impossível. É mais uma das questões que vão nos atormentar e nos deixar indignados. O que eu tenho a fazer para me sentir melhor pelo menos numa escada de "mim para mim" é seguir meus princípios e agir de acordo com o que me traz paz.
Se me revolto com a violência, tento ensinar o amor para os sobrinhos, se me revolto com maus tratos ao animais, evito financiar o mercado da carne comendo menos ou não comendo mais, se me revolto com a política tento passar a informação pra quem não tem e por aí vai...
Enquanto suas atitudes estão acalmando seu coração, tenha certeza de que este é o caminho certo.

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