quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Não tenho moeda!

Muito me admira um marmanjo, barbudo e saudável me pedir moeda na rua.
Olha lá se eu tenho filho deste tamanho! E longe de mim "sustentar" homem.

Isso me acontece em plena quinta-feira quando eu já estou esgotada da semana. Todo dia acordando cedo, engolindo sapos, para poder ter meu humilde dinheirinho. E me vem um barbudo e saudável querendo a MINHA moeda. Longe de mim tanta mesquinhez por uma moeda. Mas quem dera se eu recebesse moeda em cada esquina. Assim não precisaria trabalhar, e viveria linda e feliz para sempre!!

To em fase que to pedindo troco na hora de depositar meu dinheirinho na cestinha da missa. Dando o duro danado para um dia poder ficar rica trabalhando (MENTIRA PURA, ninguém fica rico trabalhando para os outros).
Mas vem cá. O cara vem contando lorotas falando que é para o  leite das crianças. Ah  tá que eu acredito. Virei pra ele e disse: "Se fosse pra pinga eu dava."

É fácil vir falar que não tem emprego para todo mundo, quem doa aos pobres empresta a Deus, e tanto blá blá blá e moralismo. Mas eu defendo o trabalho! Todo trabalho é dígno. Há muita gente passa o dia todo  embaixo desse sol de Ribeirão Preto catando papelão e recicláveis para garantir o seu pão de cada dia. Pedir moeda é fácil. Quero ver falar assim: "Troco meu trabalho por uma moeda." 
Isso me fez lembrar um senhor que foi à porta da casa de um amigo oferecendo para cortar a grama da calçada em troca de um prato de comida. Isso pra mim é dígno.
Não sou a favor de esmolas, nem pra adultos e principalmente para crianças. 
Sou a favor de pessoas que de uma forma honesta arruma seu dinheiro para vender algo, ou oferece trabalho em troca.
Acredito que, em raridade, há pedintes honestos. Mas é difícil saber qual. 

Deixando claro que eu tenho muita compaixão por moradores de rua, meu coração dói muito ao ver gente dormindo na rua em dias de chuva, de muito frio. É algo que me comove mesmo. Mas é outra questão, é caso de injustiça social entre outros tantos problemas.

Mas nem sempre pedintes são moradores de rua. Muitos têm casa, força e muita saúde para trabalhar. É desses tipos de pedintes que estou destacando nesse texto.

NÃO TENHO MOEDA, T-I-O!


E tenho dito!

4 comentários:

Anônimo disse...

Concordo em gênero, número e grau com você maçazinha.

Te entendo perfeitamente e compartilho integralmente o que sente nesses momentos.

Bjaum

Juliana disse...

Pra ser honesta, passei a amar o pedintes depois que surgiram os olhadores de carro!

Cris Paulino disse...

Bom tema, Ju...rsrs.. bom tema!!

InutilUtil disse...

Mandou bemmm. Certinha...

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